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Monday, May 4, 2009

A tentação de Basílio Horta

Paulo Rangel defendeu a criação de novo programa da UE voltado para a absorção de jovens desempregados, de forma a coloca-los em situações profissionais nos países da UE. Uma espécie de ERASMUS do emprego.

Hoje, Basílio Horta apresou-se a desvalorizar esta proposta do PSD. Provavelmente pela qualidade da proposta e por mais uma vez Rangel distanciar-se do vazio de ideias da campanha de Vital e do PS. Segundo o presidente da AICEP esta medida já existe! Horta referia-se aos programas nacionais Inov Vasco da Gama e Inov Contacto que proporcionam, cada um, cerca de 150 estágios por ano. Acho estes dois programas muito meritórios.

Contudo cerca de 150 estágios por ano é pouco. Certamente que se o potencial programa VASCO DA GAMA proposto pelo PSD tornar-se um programa oficial da UE (tal como é o ERASMUS e o DA VINCI) muitos mais jovens portugueses teriam a oportunidade de efectuar estágios internacionais. Para além disso, esse programa estaria disponível para os jovens de outras nacionalidades e Portugal teria também a oportunidade de receber estagiários.

Será que Basílio Horta não percebeu que Rangel propôs um programa europeu e não um programa nacional? Ou então, voltamos à primeira opção, Horta quis desvalorizar uma excelente proposta.

É com propostas concretas como esta que os eleitores podem interessar-se mais por estas eleições.

Sunday, April 19, 2009

Cidadania activa e a construção europeia


O poder político refere muitas vezes que os cidadãos não têm formação nem competências para opinar sobre maioria das matérias relacionadas com a União Europeia (UE). Concordo plenamente que a cidadania deve ser exercida de forma responsável e esclarecida. Contudo, é bom referir que cabe ao poder político promover esse esclarecimento e o desenvolvimento de competências de literacia em informação europeia, para que cada cidadão possa conhecer a Europa e ser um elemento activo e responsável no processo de construção europeia. Este tipo de lamentações apenas contribuiu para manutenção do statu quo, o que é necessário é identificar os problemas e definir políticas capazes de quebrar as barreiras.

Neste capítulo é justo referir que o PSD é o partido português que mais tem contribuído para o processo de circulação de informação europeia – através do site PSD Na Europa, dos sites dos seus eurodeputados e da sua forte actividade, da produção de material informativo multimédia, digital e em suporte de papel, da promoção da formação de jovens (Universidade da Europa), pela constante presença em iniciativas e sessões de esclarecimento sobre a UE, etc.

Portugal tem tido níveis de abstenção muito elevados nas eleições europeias, dos mais altos juntos dos seus pares europeus. As eleições europeias que se avizinham poderão não ser excepção e a grande quantidade de novos recenseados pode contribuir negativamente para esta situação. Considero que no futuro deve ser criado um Instituto Nacional para a Cidadania Europeia.

É importante que o eleitorado perceba que a forte abstenção em Portugal fragiliza a nossa posição na UE; é importante que o eleitorado perceba que, ainda que indirectamente, cada um de nós contribuiu para o orçamento da UE; é importante que o eleitorado perceba que a UE tem impacto na sua vida e na vida do seu país; é importante que o eleitorado perceba que uma UE fortalecida favorece Portugal.

É importante que o eleitorado perceba que a UE e as eleições europeias são demasiado importantes para serem ignoradas. Tal como disse Jean Monnet, “mais do que unir os Estados, importa unir os Homens”.

Monday, March 2, 2009

Eleições Europeias

Vital Moreira será o cabeça de lista do PS nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, Sócrates quer agradar à esquerda. Parece-me que Vital é um óptimo adversário para o PSD uma vez que o flanco centro / centro-direito do eleitorado fica completamente descoberto.

O PSD precisa agora de encontrar um candidato forte capaz de vencer as eleições europeias, de modo a criar uma dinâmica de vitória que se possa prolongar pelas legislativas e pelas autárquicas. Muitos tendem a desvalorizar estas eleições mas elas, para além da relevância para o processo de construção europeia, são estrategicamente importantes para o PSD.


Contudo, o PSD tem um desafio pela frente: a abstenção. A abstenção nas eleições europeias tem sido alarmantemente alta e algum eleitorado mais conservador e distante da concepção de cidadania europeia, que tendencialmente vota PSD, tende a não dar grande importância às eleições para o parlamento europeu. É indispensável que o partido reconheça este facto e que o saiba combater.